O que são os Orixás e como vivemos essa energia por aqui.

Você já percebeu quantas definições de Orixás circulam por aí? Muitas delas lindas, outras confusas. Hoje quero compartilhar como nós vivemos o Orixá e como esse conhecimento se manifesta no Templo de Oxum.

Òrìṣà ou Orixá? A resposta é simples: é a mesma coisa. 

Òrìṣà é a forma original no iorubá, e Orixá é a adaptação em português, com toda reverência à ancestralidade. Aqui no Brasil, escrevemos Orixá porque esta é nossa língua, não perdemos, tampouco apagamos o axé, apenas o fazemos dançar nos nossos sons e nas nossas palavras.

Como trazemos o axé (virtudes) dos Orixás para a nossa vida?

Rituais são janelas que nos conectam, mas não podem se tornar muros que nos cercam. Dentro do Templo de Oxum, aplicamos essas práticas para que o ensinamento dos Orixás esteja vivo em cada gesto, cada dia:

- Ebó de comportamento: pequenas atitudes cotidianas que equilibram o ser
- Ebó com ritualística: cerimônias estruturadas para pedir, agradecer, reparar
- Oferendas com e sem ejé: dádivas oferecidas com intenção pura
- Bori: ritual do encontro com a cabeça (Orí), que cura e alinha
- Entre outros ritos que nos permitem tocar e ser tocadas pelo mundo sagrado

Cada Orixá traz uma sabedoria única, um axé, uma virtude que nos guia. Mas se essa sabedoria ficar confinada ao espaço ritualístico, se ela não se desdobra na vida fora do terreiro, então não estamos dignas de receber suas dádivas em plenitude.

Axé exige coerência!

Axé de verdade não se mede apenas em cânticos, trabalhos ou oferendas , ele se mede na coerência entre o que você fala, pensa e faz.
Quem trai sua palavra, trai seu Orí. Quem vive com dignidade, honra a ancestralidade inteira.

Pergunte a si mesma: você cultua Orixá em seu comportamento diário?

Que esse texto ressoe nas almas e convoque, não só para o ritual, mas para uma vida onde a virtude se torne tão natural quanto respirar.

Fale com a Sacerdotisa