No Templo, temos alguns trabalhos com as medicinas da florestas. Antes de falarmos delas, vamos falar quais medicinas são consagradas por aqui.
Ayahuasca
A Ayahuasca é uma bebida sagrada de origem amazônica, preparada de forma artesanal a partir da combinação de dois elementos principais: o cipó Banisteriopsis caapi e as folhas da Psychotria viridis (ou espécies equivalentes, conforme a tradição de cada povo). Essa união resulta em uma medicina de profunda força espiritual, respeitada há séculos por diversos povos indígenas da Amazônia.
Seu preparo exige conhecimento ancestral, tempo, cuidado e consagração. É um processo que não envolve misturas com outras medicinas, preservando a pureza do que foi transmitido pelas tradições originárias.
O que a Ayahuasca não é?
Ela não é uma substância recreativa, tampouco deve ser banalizada. É uma medicina de profundo respeito, que atua em níveis que vão além do corpo físico, convidando à introspecção e ao despertar da consciência.
Entre os povos indígenas, a Ayahuasca é utilizada em contextos ritualísticos para:
- Espiritualidade: conexão com dimensões sutis, compreensão do sagrado e fortalecimento do vínculo com a natureza.
- Cura: apoio em processos de equilíbrio emocional, mental e físico, atuando como ferramenta de autoconhecimento e transformação.
- Adivinhação e sabedoria: ampliação da visão, trazendo clareza sobre decisões e caminhos.
Jurema Sagrada
Diferente da Ayahuasca, que se popularizou como medicina amazônica, a Jurema Sagrada se manifesta como ciência encantada dos povos nordestinos, unindo elementos indígenas, africanos e do catolicismo popular em uma cosmologia própria.
A Jurema Sagrada representa também a memória de luta e sobrevivência dos povos originários e afrodescendentes no Brasil. Sua prática foi perseguida por séculos, mas resistiu através da oralidade, dos terreiros e das matas, chegando viva até os dias de hoje como patrimônio imaterial da espiritualidade brasileira.
Consagrar da Jurema é buscar:
- Cura espiritual e física
- Conexão com os Mestres e Encantados da Jurema
- Abertura de caminhos e proteção
- Adivinhação, sonhos e visões
É participar de um encontro de mundos: o visível e o invisível, o humano e o encantado. É abrir-se para a ciência dos mestres que curam com rezas, cantos, fumaças e ervas.
Na Jurema, não é apenas a bebida que atua: ela abre a comunicação com os Encantados, espíritos ancestrais que habitam o 'Juremá' e se manifestam como mestres, mestras, caboclos, indígenas e princesas, trazendo ensinamentos, proteção e aconselhamento.
Chás medicinais
Técnica utilizada há milênios em práticas medicinais, espirituais e cotidianas.
Diferente de um “chá comum”, os chás terapêuticos são preparados com intenção, conhecimento botânico e dosagem adequada, para trazer muitos benefícios:
- Re-harmonizar: atuam na homeostase, ajudando a equilibrar funções vitais como sono, digestão, humor e energia.
- Desinflamar: muitas ervas têm compostos bioativos (flavonoides, alcaloides, terpenos) que modulam processos inflamatórios.
- Tonificar: fortalecem órgãos e sistemas, restaurando a vitalidade em seu corpo.
Os chás medicinais não atuam apenas como “remédios naturais”, mas também através de mecanismos já estudados pela ciência.
No eixo intestino–cérebro, por exemplo, chás calmantes modulam a microbiota intestinal, impactando a produção de serotonina e promovendo bem-estar emocional.
Existem plantas que interagem diretamente com receptores do sistema nervoso, regulando GABA, dopamina e serotonina, o que explica seu efeito calmante e antidepressivo.
Além disso, muitas ervas carregam compostos anti-inflamatórios capazes de reduzir citocinas ligadas a dores crônicas, fadiga e até condições imunes como a endometriose, ah, e não podemos esquecer: o próprio ritual de preparar, cheirar e beber o chá ativa áreas cerebrais ligadas à atenção plena, funcionando como uma prática de redução do estresse e reconexão com o momento presente.
Banho de Ervas
Uma prática milenar, presente em diversas culturas africanas, indígenas, asiáticas e europeias, que sempre significou muito mais do que higiene.
Trata-se de um verdadeiro ato de limpeza energética e de cura, capaz de reorganizar tanto o corpo físico quanto o campo espiritual.
No Brasil, essa tradição ganhou ainda mais força a partir da fusão dos saberes afro-indígenas e populares, tornando-se uma das formas mais acessíveis e poderosas de reconexão com a natureza e com a própria essência.
Muito além do simbolismo:
Do ponto de vista da neurociência e da biologia, o contato da pele com os óleos essenciais presentes nas plantas ativa receptores sensoriais capazes de modular humor, respiração e frequência cardíaca, enquanto o aroma estimula o sistema límbico, região do cérebro ligada às emoções, o que explica a sensação de alívio, calma ou vitalidade após o ritual.
Além disso, a própria imersão na água exerce um efeito terapêutico, melhorando a circulação, reduzindo o estresse e promovendo um estado de relaxamento profundo.
Nesse sentido, o banho se torna também uma prática de mindfulness, um convite para ancorar a atenção no aqui e agora, além de trazer reais curas aos corpos físico e emocional, reorganizando os sistemas internos e oferecendo mais vitalidade.
Ao mesmo tempo, atua no campo energético e espiritual, dissolvendo densidades, restaurando equilíbrio e fortalecendo a conexão com a própria essência.
Rapé
É um preparado sagrado feito, em geral, à base de tabaco (Nicotiana rustica, conhecido como mapacho) e cinzas de plantas medicinais. Ele é soprado pelas narinas com o auxílio de um aplicador (tipi ou kuripe), sendo utilizado em rituais indígenas de diversas tradições, principalmente na Amazônia.
Muito além do simbolismo:
Do ponto de vista da neurociência e da biologia, o contato da pele com os óleos essenciais presentes nas plantas ativa receptores sensoriais capazes de modular humor, respiração e frequência cardíaca, enquanto o aroma estimula o sistema límbico, região do cérebro ligada às emoções, o que explica a sensação de alívio, calma ou vitalidade após o ritual.
Além disso, a própria imersão na água exerce um efeito terapêutico, melhorando a circulação, reduzindo o estresse e promovendo um estado de relaxamento profundo.
Nesse sentido, o banho se torna também uma prática de mindfulness, um convite para ancorar a atenção no aqui e agora, além de trazer reais curas aos corpos físico e emocional, reorganizando os sistemas internos e oferecendo mais vitalidade.
Ao mesmo tempo, atua no campo energético e espiritual, dissolvendo densidades, restaurando equilíbrio e fortalecendo a conexão com a própria essência.
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